

Notívaga que quer ser escritora de ficção surreal. Ama sorvete de Pistache e a cor vermelha.orkut.e-mail. . . . . . . . . . . . . .
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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
O Carteiro Carente
Segunda-feira, três horas da tarde. Sozinha em casa, deitada no sofá com uns graus a mais de febre, dores de cabeça, 'fanhice' crônica, espirros, tosse e dor aguda na garganta. Lendo um livro de García Marquez chamado "Os Funerais de Mamãe Grande", que por sinal é foda. Vestida com uma 'liiinda' camisola verde-claro que faz você associá-la com a palavra 'jeca' em menos de um segundo e que era da minha avó (literalmente), e minha melhor pantufa de pelúcia. Isso foi hoje à tarde. Olhe, geralmente eu uso uma camiseta de político, meias listradas velhas e um shortinho com estampa de elefantinhos, mas minha camiseta 'vote PCdoB 97' tava lavando.
A questão é que lá estava eu, repousando feliz da vida, quando me toca a maldita campainha. Me arrasto praguejando até o interfone rezando para que um raio caia na cabeça do ser que atrapalhou minha tarde de enferma, e atendo. Do outro lado, uma voz masculina animada até demais fala: É o carteiro!!!
(praguejo contra todos os carteiros do mundo e do universo expandido).
Eu já estava indo quando lembrei dos meus trajes. Aí pensei: "foda-se. Vou colocar um moletom e caprichar na cara feia!" taquei um moletom cinza por cima da camisola e fui até o portão.
Quando olho o carteiro, observo que ele está sorridente e cheio de alegria. É um homem jovem, entre dezenove e vinte e seis anos. Rosto imberbe, cabelos encaracolados loiros, alguma acne, meio gordinho. Charmoso. Mas aquele sorriso alegre demais irrita. Do outro lado estou eu, com cara de Eustáquio do Coragem (o cão covarde!). Carteiro idiota!
Ele: Bom dia! O sr. (meu pai) está?
Eu: não. (olhar de ódio)
Ele: correspondência para ele, pode assinar aqui?
Eu: ... (morra carteiro chato!)
Ele: Nossa, menina, não tá com calor nesse casacão aí?
Eu: Não. (morra carteiro chato²!)
Ele: Se fosse eu, tava morrendo! mas porque você tá usando esse casaco enorme aí, nesse calor? você deve estar com calor, não é possível!
Eu: É que tô meio doente. (grrrrrrrr cala a bocaaaaaa!!!!!!!!!)
Ele: Meio doente? não existe meio doente né? é que nem meio buraco. Não existe um meio buraco. (existe, o buraco do cú da senhora sua mãe!)
Eu: Assinei.
Ele: nossa, seu nome é legal. É inspirado na Lady Dai?
Eu: Não. (morraaa³)
Ele: É um nome legal, gostei. Conheço poucas Daianes. Assina aqui de novo, e aqui.
Pausa. (e penso eu: será que ele vai calar a boca agora?)
Ele: adorei essas coisas que você tem na cara!
Eu: que coisas?
Ele: esses 'pirce'.
Eu: ... (saindo fumacinha pelas orelhas).
Ele: doeu? eu tinha um na língua, mas entrei pro exército e tive que tirar. Eu queria colocar um no queixo que nem o teu, e um na orelha, mas não pude. Eu amava o meu na língua, só era ruim pra comer. Quase não tem gente com pirci aqui na cidade. A argolinha no nariz que você tem é mais legal que aquelas bolinhas de prata. E tatuagem? você tem alguma?
Eu: tenho. (AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH)
Ele: é? aonde? eu tenho uma prima que tinha, ela fez em São Paulo.
Recebo um bolo de envelopes pelo portão e vejo ele fazer menção de ir embora. Viro as costas.
Será a carência o grande mal dos carteiros? ou será que esse era chato mesmo e a agência dos correios deu azar de empregá-lo?
Não sei. Só sei que a minha vontade era matar ele sufocado com o meu moletom. Ou coisa pior.
...
só falando umas coisinhas, assim:
completei 4 anos de namoro! eee... e minhas aulas na faculdade começaram.
ah, férias, férias! já estou com saudades de você, que era a desculpa perfeita para dias e dias de ócio.
beijos, blogosfera!
Fugindo...
Carnaval para mim é isso: fugir. Da televisão, do jornal, das ruas (avenidas movimentadas) e de rádio FM. Fugir dos veículos óbvios de comunicação, porque eu faço parte dos 8% da população que talvez tenham desenvolvido uma estranha alergia ao carnaval. (e me dizem uns: ahh! mas carnaval é uma festa tããoo bonitaaa!! une o povooo!) Une o povo é o cacete! quero que se dane. Quem gosta, ótimo, eu não falo nada. Mas não venha me encher o saco, pois eu me sinto assim com relação à esse período de caos desde que tinha uns 12 anos.
Esse ano nem fiquei xingando pobres foliões que passavam na rua nem rogando pragas nas dançarinas-parecidas-com-minhocas-doidonas que sambam naquele salto de três metros de altura. Tampouco me tranquei no meu quarto ouvindo um cd de música coerente. Esse ano foi... hum... zen.
Fui pra Chácara da minha mãe com um cooler cheio de cerveja, e um kg quilo de jujuba, deitar na rede, rir muito com amigos, ouvir som no carro, e rir faceira por ter chovido horrores e ter estragado (provavelmente) o carnaval dos foliões mola-na-bunda. Assistimos uma temporada inteira de Minha Nada Mole Vida, e rimos muito do episódio da "Carnavalzeta". E o mais legal é que achamos um monte de extensão e carregamos a televisão para o meio das árvores, antes da chuva, onde estava mais fresco, armados de cadeiras de fio, bancos de madeira para apoiar as guloseimas e cooler. E nos outros dias de folia foram cervejas geladas e pronto. Na quinta feira que começou a 'fuzarca', fiz um macarrão ao sugo para a negada e bebemos cerveja até as cinco da manhã, felizes da vida ouvindo Raul.
E, reparem na pequena foto acima, é a varanda da Chácara. Lá é verde, os passarinhos cantam, as cigarras cigarreiam, as árvores arborizam e nós bebemos e dormimos, longe de qualquer "EXPLOOOOODEEE CORAÇÃÃÃOOOOOOOOOO...".
E agora que o mundo voltou a rodar, segundona começam minhas aulas na faculdade. E já que tudo começa finalmente a funcionar nesse país, espero conseguir um emprego. Ah! e terminar de ler 'As Crônicas de Nárnia' de C.S. Lewis (amigo de cachaçadas de JRR Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, diga-se de passagem). Já estou no indo para a quinta crônica.
Bom fim de férias para todos nós! =)
. Ouvindo: Death of a whore - Juliette and the Licks .