

Lyra, 18 anos, Campo Grande MS. Estudo jornalismo, 2º ano. Já toquei em 3 bandas de rock de diferentes tipos. Amo Gabriel García Marquez e sorvete de pistache. Sou rata de livros, e notívaga incorrigível que
quer ser uma escritora. Amo a
cor vermelha, gatos, cachorros e hamsters, e quase todos os animais. Ouço
bastante música, toco
violão toscamente, namoro um quase-biólogo e a coisa que mais quero
nessa vida é morar sozinha.
Bruh.
Erika.
Strange Feelings.
Amy.
Aline
Lenore.
Melissa.
André.
Elis.
Gabii.
Carol M.
Monólogo Destrutivo.
Unifolha.
Patrão saiu.
Jornal A-Side.


Sábado, Abril 26, 2008
Dias e dias
Semana corrida e insana.
Hoje levei Pan no veterinário pra tomar vacina, e ela ficou toda jururu, igual à Pitchula, a cadelinha nossa q pegou leishmaniose e q morreu ano passado. Cheguei da faculdade e fui mexer nela, e ela reclamou, sendo q ela quase nunca mia pra nada, na maioria do tempo faz uns arrulhos, e eu chamo ela de "Pombinha". Quando ela tinha acabado de tomar a vacina hje cedo, tava boazinha, brincando com as bolinhas de isopor e tudo. Agora tá lá no sofá, jogadinha, tadinha :/ . Coração de mãe fica aflito.
Viajei pro casamento u.u'. Circo de horrores e tudo. Pra mim, que sou de outro planeta, é claro, e acho que essa coisa de se casar na igreja é um tanto bizarra e falsa. E meio hipócrita também, já que eu não acredito no que as igrejas católicas fazem ou dizem. Ainda mais que na Igreja onde foi o casório tinha placas de "doe dízimo" pra todo lado (minha irmã bem que disse: eles deviam estar querendo fazer uma reforminha). Sempre aquela mesma coisa, que deus fez eva da costela de adão e o cacete; pra mim, ficar sobre numa igreja sobre um salto alto é uma tortura. A festa foi aquela coisa, parentes bêbados e hipócritas, falando mal uns dos outros, música tosca, dor no pé e um frio intenso. A comida e a bebida tavam legais, mas o frio tava punk e a gente foi pro hotel cedo, já que estávamos todos de roupas cavadas (exceto meu pai, que tava de terno e gravata). No domingo encontrei uma amigona q se mudou pra lá tem um tempão, e foi legalzin, o pai dela me mostrou toda a cidade de carro(Cascavel-PR). Voltamos segunda-feira.
Quarta-feira lá estava eu e equipe do Unifolha, prontos a cobrir o tal Simpósio. Hotel chique, seria a chegada da galera do Reino Unido, África do Sul e Índia. Fui encarregada de entrevistar o palestrante da Índia, um caboclo que falava pra caramba e que o intérprete nao conseguia acompanhar. Mas foi massa, balbúrdia, imprensa (nem tão presente assim, mais a gente e umas equipes de tv), e depois, antes de ir pra redação fechar o jornal, fomos almoçar num lugar chamado Café Lírio, onde tem comida ovo-lacto-vegetariana e vegana. Comi um quibe de soja com mussarela maravilhoso, fiquei sonhando com ele depois ;D. Aí, correria pro jornal, escrever as matérias, mandar pra gráfica, atualizar o on-line e... ufa! dispensados das aulas.
Amanhã vou almoçar com a sogra, mas vou ficar pensando na Pan doloridinha. E tb festa, pra comemorar que a capa do jornal impresso do 3º semestre é com a minha matéria e do meu grupo sobre tráfico de animais \o/ (em breve vai estar disponível no site do Unifolha). Domingo? Yakisoba na chácara de D. Dila.
keep on playin' our favorite song... cuidem-se! :*
Tragicomédia
“(...) em 1906, após ter feito atentados contra o governo e publicado Marcel Proust e Paul Claudel, Félix Fenéon foi trabalhar no jornal parisiense Le Matin. Uma de suas atribuições era cuidar da seção faits divers – a crônica miúda, quase sempre libidinosa ou violenta do cotidiano francês. (...) Flaubert foi à seção de faits divers para colher o argumento de Madame Bovary.”
“Pela quinta vez, Cuvillier, peixeiro,
em Marines, se envenenou e, dessa vez,
foi definitivo.”
“O mendigo septuagenário Verniot, de Clichy,
morreu de fome. Seu colchão encerrava 2 mil
francos. Mas não se deve generalizar.”
“Louis Lamarre não tinha dinheiro nem moradia,
mas tinha alguns trocados. Numa mercearia de
Saint-Denis comprou um litro de querosene e o bebeu.”
(Revista Piauí, abril 2008/ edição nº 19)
Humm...
Lyra D. Líbero, 19 anos, matou-se afogada
Deixou uma carta amarrada em seu gato,
Não encontraram o corpo. Muito menos o gato.
E depois dizem que eu não tenho senso de humor!
Tá, ok!
Dia extremamente cansativo. De manhã ir atrás de um projeto de cobertura de um evento (que, se der certo, renderá ótimos posts), depois passar a tarde na rua com a equipe de tevê pegando pautas para o unifolha. Chegar na redação sonhando com um café e com paz de escrever e publicar umas coisas pendentes. Ledo engano. Quando cheguei, ia rolar uma reunião sobre um simpósio q vai rolar na faculdade, e que nós iremos trabalhar pesado em cima. Todos devidamente cheios de trabalho!
Mas não vou reclamar tanto assim. Eu amo meu estágio (que me rende duzentão por mês ¬¬’) e não o trocaria por nada. Lá é a única redação de jornal do mundo onde eu posso escrever ouvindo Queens of the stone age, posso encher o saco do meu editor-chefe, e escrever sobre coisas como “rock”, “zines” e “gatos”. Não acredita? Fuça lá: http://www.unifolha.com.br.
Preciso dormir, preciso ler os livros que ganhei de aniversário e mal folheei, preciso ouvir os cds que ganhei e só ouvi uma única vez, preciso namorar e ficar um tempo com o Gabriel sem ninguém enchendo nosso saco, preciso cuidar melhor da Pan, voltar a escrever músicas, tocar violão. Sexta à noite eu viajo pro casamento de uma prima aí (¬¬²) e volto sei-lá-eu-quando.
Então, aproveitem o dia, fiquem felizes, se cuidem. Deixo vocês com palavras do nosso sábio guru espiritual-sexual-e-o-escambal Orkut:
Sorte de hoje: Seu destino mudou completamente hoje.
From the desk of Lyra
Postando da redação do estágio. Meu professor (que é o editor-chefe) arrebentou o joelho, e, por isso, estamos sozinhos aqui, meio no tédio. Tirei um tempinho para postar; em casa eu ando ignorando o computador.
Semana de provas, trivialidades entre gravar filminho de 3 minutos e fazer vivências jornalísticas. Sem dinheiro, sem vontade, ouvindo música e deixando as coisas rolarem. Go with the flow. Sem lutar mais para que tudo fique no foco ou controle.
Meus dias têm sido estranhos entre cobranças e falta de vontade. Tô com medo de adoecer. Eu sempre fico doente por qualquer coisa, acho que é essa mania minha de não falar as coisas, de ficar guardando tudo.
Ontem meus pais capturaram um gatinho super arisco que ficava no telhado e no jardim. Bem bonitinho, siamês, de olhos azuis. Porém, muito bravo e arisco, mordeu 3 dedos do meu pai antes de ser capturado. E eu fiquei com dó de ele ficar naquela gaiola miando (já que gatos não fazem cocô nem comem direito quando presos), coloquei ele junto com a Pan, comida, água e areia, pra ver se eles ficavam juntos bonitinhos, os dois filhotes. Só sei que na manhã seguinte o gato foi parar embaixo da casa do meu cachorro e a Pan havia sumido. Como ela passou pelo meu cachorro e pulou o muro que é doze vezes mais alto do que ela, liso e ainda tem cerca elétrica? não faço a menor idéia. Ela é filhote e mal sabe subir na máquina de lavar roupas. O desespero foi ruim, parecia que tinham arrancado um pedaço de mim, vomitei de tão mal que passei. Me senti como no dia em que a Frida (minha hamster q morreu) fugiu. Sensação de que nunca mais ía ver.
Quem não me conhece profundamente não entende o apego que tenho com bichos de estimação, e nem eu entendia. Acho que agora entendo. Eu me sinto muito sozinha em casa, porque pareço destoar do restante do mundo. Eu durmo de dia, todo mundo dorme à noite. E tem minha irmã mais velha e minha prima, que pensam (e verbalizam isso o tempo inteiro) que eu sou incapacitada, inútil, idiota. Por isso acho que as hamsters antes, e no caso agora a Pan, são uma forma de eu ficar tranquila, porque animais não cobram nada por dar carinho. Nem os gatos, a despeito de quem pensa que são interesseiros. Gatos são completamente independentes. Se você não der comida ou água, eles se viram, caçam. Ou seja: se o gato fica o dia todo te seguindo, miando pra você, vem quando você chama, dorme no seu colo, é porque ele gosta de você. Não tá pedindo nada em troca, porque ele não precisa pedir.
Quando a Pan sumiu, veio esse desespero de que eu estava sozinha naquela casa de novo. Sem ter o que fazer ou com quem conviver, sem ironias, grosserias ou cobranças. Alguém para cuidar, e que cuide de mim.
Procurei por toda a casa e por toda a rua, pedi dispensa do estágio só pra poder procurar, apesar de estar achando que seria quase impossível encontrá-la. É uma gatinha muito dócil, não estranha ninguém, nem outros animais, tanto que ela pira na minha cachorra, q é brava. Seria fácil alguém pega-la no meio da rua e pronto. Ou maltratar, matar, poderia ser atropelada. Por isso que eu odeio mais gente do que odeio gatos.
Por fim decidi procurar no terreno baldio ao lado da minha casa, que está com 2 metros de mato crescido. Minha esperança era que ela me ouvisse chamar. De certa forma ouviu. Dentro do terreno, olhei pelo muro do vizinho (o terreno fica entre esse vizinho e minha casa) e vi um garoto segurando uma coisa rajada. Miados.
Até eu sair do terreno, minha irmã foi pegar a Pan, mas ela ficou brava, fez fuuu e queria saltar do colo, arranhando. Meu namorado colocou-a no chão segurando, pra ela se acalmar. Eu a peguei no colo e ela ficou calma no mesmo instante. O garoto disse que, quando eles começaram a me ouvir chamar, ela ficou agitada, miando, e ele foi com ela no colo até o portão.
Essa noite ela não fugiu.
E assim vai, ela dormiu o dia inteiro, fofinha. Entre arranhões, mordidas, ron-rons e fuuus, o amor só cresce.
[editado]Olhem o que eu ganhei da Pink!
1. Este prêmio deverá ser atribuído aos blogs que considera bons e àqueles que costuma visitar regularmente e deixar comentários
2. Quando o prêmio é recebido, deverá fazer um post indicando a pessoa que lhe atribuiu o prêmio e a respectiva ligação ao blog
3. Indicar 7 blogs para atribuição do prêmio
4. Deverá ser exibido orgulhosamente o selo do prêmio
Indico: Bruh, Mendoka, Lenore, Gabii, Kamilla, Magdalene, Teresa.
ah, tinha um monte de blogs pra indicar u.u'. que dó. =P vou inventar o selo: TODOS OS BLOGS DO MUNDO! \o/[/editado]