
Daiane "Lyra" Líbero, 19 anos. Campo Grande MS.
Estudante de jornalismo. Prefere gatos, sorvete de pistache e a cor vermelha.
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Terça-feira, Agosto 12, 2008
Sartre já dizia
As horas do dia ficam me fugindo. Acho que têm medo de mim, por isso fogem e demoram a passar.
Queria que o momento em que eu pudesse ter minha vida independentemente de qualquer idiota que cruza meu caminho chegasse logo. Idiossincrasias me irritam. Gosto de quem me aceita como eu sou, porque é recíproco, e eu me sinto disposta a aceitar as diferenças, mas parece que algumas pessoas não. Eu sou chata? meu papo é chato? eu não aguento muito tempo monólogos, prefiro ouvir miados a ouvir 'eu eu eu'? simples, não fale comigo. Pra que tanta falsidade, hipocrisia? pessoas normais, aquelas que não ligam pra porra de balada nenhuma, são entediantes, eu sei disso porque sou uma delas. Deve ser legal me conhecer, me achar uma chata, mas continuar falando comigo pra ter assunto com outra pessoa. Pois é, o mecanismo desse tipo de gente deve funcionar assim: preciso falar com todo mundo pra sempre poder falar mal de alguém.
Sou normal porque fico numa boa com as coisas que me cercam. Não tem nada de extraordinário na minha vida para quem vive a mil por hora. Vou falar o quê? dar corda e me importar se me acham esquisita? se acham ruim porque eu quero que se dane o resto do mundo? explodam todos, botão de clique. Bum!
Sartre é que era feliz: na dúvida, ele mandava todo mundo à merda.
Mudando de ares
Sempre pensei que um blog era mais do que apenas um diário. Local para se falar da vida, da morte, e da própria sorte, sem a obrigatoriedade do cotidiano, ordem cronológica, ou algo do tipo. Nos últimos tempos, acho que o Tecla Maldita vinha se tornando exatamente o que eu achava que não era, de modo meio egoísta. Não achei isso ruim de todo, mas decidi mudar de "ares". Inspirada pelo trabalho que tenho feito com alguns gatos (o caso do Nolito, conto-lhes depois), pelas aventuras da Pan, e pelas histórias que meu pai e avó contam, além do que leio e vejo por aí de pessoas que possuem uma relação especial com felinos, decidi criar Gacum. (Ah, e por esse blog aqui também ^^)
Reunirá crônicas "gatináceas" (ou nem tanto), narrações de peripécias da Pan, meus resgates atrapalhados de gatinhos, fotos, artigos sobre o mundo felino e o que mais me der na telha. Tentei linkar todo mundo daqui, e se esqueci de alguém, só me avisar que linko lá, já que o sistema do blogspot evoluiu 444% desde a última vez que me atrevi a usa-lo, e devo dizer que é bem menos (-222%) trabalhoso do que usar o blogger brasil. Finalmente, acho que entendo porque o sistema brasileiro de blogger está às moscas.
Mas teclamaldita ainda tem um espaço em meu coração, e por isso, as postagens continuarão por aqui até que eu decida (ou não) dizer chega. Aí cabe à vocês decidirem onde comentar. Novos ares, as mesmas trapalhadas. Lá serão trapalhadas de bigodes, e por aqui o cotidiano, inspirado ou não pela acidez condizente, com erros de ortografia e tudo, continua, sem pudor nenhum.
Sintam-se bem vindos em Gacum e outras histórias.

Problemas da vida (ou da privada)
Os problemas de se ter uma família extremamente caricata são os seguintes:
1. Seu pai demora 7 semanas pra instalar uma luminária ridícula em seu quarto, que, de tão fácil de instalar, se sua gata tivesse polegares, ela faria isso em meia hora. E ele ainda culpa você pela demora, porque você dorme até tarde.
2. Sua mãe resolve virar apicultora de uma hora pra outra e coloca seu namorado (porque é biólogo) na presepada. Quando ele não pode, sobra pra você vestir a roupa bizarra, acordar 4 da manhã e ir transportar caixas repleta de insetos dos quais você sente um verdadeiro pânico num carro com os vidros fechados por meia hora. E sua mãe ainda diz que quer que você vai pra "não se sentir sozinha".
3. Seu pai ganha três catetos do filho de um funcionário, e resolve fazer um criatório clandestino na chácara da família. Até aí tudo bem, se isso não acontecesse em menos de 2 dias (e sua luminária permanece desmontada) e não fosse crime, segundo o IBAMA.
4. Você avisa para o seu pai que a multa de criar catetos sem autorização é absurdamente alta, e ele ri da sua cara.
5. Sua mãe conversa mais com os passarinhos gordos que comem a ração do seu gato do que com você.
6. Sua mãe demora 8 anos para vender um teclado que ninguém queria, dizendo que "um dia aprenderei a tocar". Quando ela decide vender a velharia, não vale mais nada. E ela ainda culpa você.
7. Eles brigam com você porque você dorme demais, mas quando você argumenta que tira notas altas, limpa a casa toda sozinha, trabalha e paga sua cerveja, no momento em que você está falando, eles começam a assistir 'a favorita', compenetrados.
8. Seu pai pensa que tem 12 anos de idade, e, quando você fala isso pra ele, ele concorda.
9. Sua mãe pensa que você tem 12 anos de idade.
E, depois de tudo isso, se quando você diz que não vê a hora de morar sozinha, eles ficam bravos, parabéns! sua família é caricata e lunática como a minha!